Storytelling: Histórias que deixam marcas - Adilson Xavier
Aprenda sobre a maravilhosa tecnarte de contar histórias capazes de seduzir e emocionar o público, utilizada por grandes marcas e autores.
Você já se questionou sobre o impacto que a globalização e as novas tecnologias de informação e comunicação têm na promoção de marcas e produtos? Nesse resumo do livro “Storytelling: Histórias Que Deixam Marcas” abordamos o fato de como contar histórias pode abranger melhor o público.
Adilson Xavier divaga sobre exemplos de storytelling utilizado por grandes marcas, e como o storytelling no marketing superou o boom informacional.
Ficou animado e quer descobrir como ser um bom storyteller para atingir melhor seu público alvo? Continue com a gente!
O livro “Storytelling: Histórias Que Deixam Marcas”
O livro “Storytelling: Histórias Que Deixam Marcas”, aborda a importância do storytelling (saber contar uma boa história) e o quanto o capital emocional é importante para que sua empresa possua um diferencial na comunicação com o público.
Com referência aos grandes autores da área de comunicação e marketing, Adilson Xavier trata do conceito de storytelling, dá dicas de como melhorar a narrativa e ainda apresenta casos de sucesso que empregaram a técnica.
Se você deseja melhorar sua capacidade de atrair atenção e a audiência do seu público por meio de um bom storytelling, aproveite essa leitura!
Quem é Adilson Xavier?
Adilson Xavier é escritor, publicitário, produtor, roteirista e diretor de cinema. Autor de “Sobrevoando Babel”, “O Atirador de Ideias” e do aclamado “O Deus da Criação”, também produziu a minissérie “Spinoza”, que foi ao ar no canal GNT, em 2015.
Entre tantas premiações e postos da trajetória profissional de Adilson, destacamos sua atuação como:
- Membro do conselho mundial do FCB (1999);
- Presidente e chief creative officer da Giovanni + DRAFTFCB (2006);
- Presidente da Associação Brasileira de Propaganda – ABP (2013);
- Premiações internacionais e nacionais como o Cannes Lions e o Clios.
- Quem deve ler o livro “Storytelling: Histórias Que Deixam Marcas”?
Este livro é indicado para publicitários, profissionais de gestão e marketing, produtores de conteúdo e pessoas que desejam melhorar sua narrativa.
Principais ensinamentos do livro “Storytelling: Histórias Que Deixam Marcas”
As principais ideias fomentadas neste livro são:
- O storytelling é uma ferramenta de narrar histórias e tem o objetivo de impulsionar produtos e marcas;
- A crise de atenção é um desafio enfrentado por profissionais de marketing, publicitários e produtores de conteúdo;
- O capital emocional é a soma da economia da atenção (formas de atrair) e a economia afetiva (como envolver e fidelizar o consumidor);
- Um bom texto deve ser coeso;
- O storytelling contribui para o sucesso de grandes marcas, pois, com essa ferramenta, as empresas conseguem atrair a atenção do consumidor e envolvê-lo emocionalmente;
- Ao mesmo tempo em que as várias possibilidades de veicular uma informação gerou uma crise, também permitiu que um mesmo dado fosse veiculado por diferentes meios.
Neste resumo do livro “Storytelling: Histórias Que Deixam Marcas” pontuamos os principais pontos de cada uma das partes do livro.
Vamos lá?
O que é “o fio da meada” do Storytelling?
Neste capítulo introdutório, Adilson apresenta três definições originais de storytellying e cita o espanhol Antonio Núñez, apresentando a quarta definição.
Aqui, o autor enfatiza o destaque do tema no cenário internacional, usando como exemplo as apresentações do Festival Internacional de Criatividade de 2014, em Cannes.
Qual o impacto da globalização?
Segundo Adilson Xavier, contar histórias é uma prática antiga, mas que teve seu valor resgatado devido às tecnologias digitais e ao marketing de conteúdo.
O autor explica que a globalização revolucionou os meios de comunicação, impactando diretamente aqueles que trabalham com apresentação de ideias e projetos.
Neste contexto, surgem duas forças que, comumente, se apresentam como inversas: o excesso de informação e a carência de atenção. Adilson indica que, para que a crise de atenção seja solucionada, é necessário trabalhar com o capital emocional.
Como ultrapassar a barreira da superficialidade?
É comum termos a impressão de que nos falta tempo, pois lidamos com muitas opções de entretenimento e um grande volume de informações, o que nos leva a consumir a informação de forma desatenta, retendo menos aquilo que lemos e ouvimos, e, por consequência, gerando uma crise de atenção.
A forma sugerida pelo autor para ultrapassar esta barreira é entender como as emoções motivam o consumidor, e segundo ele, a melhor maneira para motivar o consumidor é contando uma boa história.
Uma breve história da História: como o Storytelling começou?
Neste primeiro momento, somos apresentados a grandes histórias e a contadores consagrados. Aqui, Adilson Xavier nos exemplifica como uma narrativa bem realizada é capaz de decretar o sucesso ou o fracasso de uma história.
Segundo o autor, a essência da história é o que permanece, ainda que alguns detalhes sejam esquecidos. Grandes histórias são para sempre. E a coesão é um elemento fundamental para que elas se perpetuem.
Uma boa história tem que ser verdadeira. E uma história se torna verdadeira quando ela está adequada aos códigos do universo que ela busca narrar, obedecendo contextos temporais e espaciais.
A primeira função de uma história é entreter. O leitor deve ser seduzido logo no início da história. Ela deve ser capaz de emocioná-lo e gerar os sentimentos de identificação com o que está sendo absorvido, a fim de garantir sua atenção.
Marcas que contam: quais empresas utilizam storytelling?
Nesta parte, somos inseridos no universo criativo de grandes marcas que seguem líderes nos seus segmentos, resistindo às mudanças que vieram com a globalização, por meio da narração de boas histórias.
Adilson narra desde o processo de criação dos primeiros produtos até o momento em que grandes marcas deixam de apenas comercializá-los e passam a vender histórias e lucrar muito com elas.
Aqui, é possível ver exemplos práticos de como a criação de significado e uma relação mais intrínseca com o consumidor é determinante para a perpetuação de uma marca.
Marcas que valorizam o fator narrativo acabam por vender mais do que um produto, elas vendem uma experiência que agrega valor ao produto além do material.
Tomemos, por exemplo, aCoca-Cola: a marca surge como produtora e comercializadora de refrigerantes, mas, aliada à fórmula secreta de seu refrigerante, passa a comercializar produtos que fogem aos padrões do seu segmento, como vestuário, utensílios de cozinha e materiais escolares.
A Coca-Cola também é uma importante patrocinadora de campeonatos esportivos mundiais. É ela quem promove o Tour da Taça da Copa do Mundo FIFA, levando o artefato por centenas de países, além de ser uma das responsáveis pela criação das campanhas dos Jogos Olímpicos.
O autor também menciona o exemplo da empresa brasileira Havaianas e sua trajetória, passando de um artigo popular para um souvenir brasileiro mundialmente conhecido, ganhando versões co-criadas, inclusive, com a joalheria H-Stern.
História que não acaba mais: como se destacar em meio à tanto conteúdo?
Nesta terceira e última parte, recebemos dicas de como aplicar o que foi apresentado ao longo do livro para nos tornarmos bons storytellers.
Com o advento da internet, qualquer um que tenha um celular e esteja conectado à uma rede, é um potencial produtor de conteúdo.
São muitas as narrativas possíveis: expor a vida pessoal e garantir visibilidade nas redes sociais, alavancar um negócio, mostrar ao mundo quem somos, do que gostamos, de quem gostamos e por aí vai.
A cada nova mídia que surge, surge também um burburinho sobre a ameaça de extinção que ela provoca às mídias mais antigas. Mas, na realidade, os veículos de informação e comunicação coexistem.
Devemos nos aproveitar dessa pluralidade de meios, que possuem públicos e alcances distintos, para alavancar e divulgar nossas histórias.
Assim como as boas histórias, as marcas têm universos. Quando estes universos estão bem delineados, é fácil ousar se comunicar com o público para além das formas tradicionais.
Os games e os contos
Os jogos também são uma forma de contar história, e oferecem uma experiência única de interação entre o conto e seu consumidor.
Os autores, ao escreverem uma obra, pretendem envolver seus leitores de tal forma que eles se sintam parte da história: se identifiquem com os personagens, chorem, gargalhem, torçam por um desfecho determinado e sintam raiva do vilão.
Os games são narrativas onde o jogador é quem determina, de acordo com as possibilidades, o que acontece naquele cenário. É o jogador o personagem principal, aquele que salva mocinhas, que aposta corridas de rua, que atira, e que interage com outros jogadores, traçando estratégias para vencer uma batalha.
Os jogos oferecem aos seus usuários a oportunidade de vivenciar uma história, ainda que virtual, mas que desperta emoções reais.
Outros livros sobre storytelling para conquistar o cliente
O livro “Storytelling” do autor Carmine Gallo, apresenta histórias de 37 pessoas que conseguem inspirar outras por meio das palavras, utilizando da técnica storytelling.
O livro “Oportunidades Disfarçadas”, escrito por Carlos Domingos, relata as histórias das maiores empresas mundiais, abordando a maneira como elas encontraram, na crise, a oportunidade de ganhar fortunas e construir impérios, como Apple, Dell, TAM, Coca-Cola, Nike, Casas Bahia, Fortune, dentre outras.
Por fim, no livro “A Cabeça de Steve Jobs”, Leander Kahney afirma que uma das causas do sucesso da Apple foi o foco na experiência do usuário oferecido por Steve Jobs, considerando o usuário como prioridade máxima.
Como posso aplicar o Storytelling no meu negócio?
Após ler esse resumo do livro “Storytelling: Histórias Que Deixam Marcas” você certamente melhorará sua narrativa e aprenderá a cuidar melhor da sua marca, seja ela sua vida pessoal, exposta nas redes sociais virtuais, seja um produto.
Vamos à alguns pontos que aprendemos com Adilson Xavier, sobre como o storytelling pode fazer uma diferença cada vez maior no marketing atual:
- Descubra a mensagem que deseja passar por meio da sua marca ou produto;
- Defina o ambiente onde acontecerão os eventos da sua história;
- Defina os personagens que percorrerão sua história;
Estabeleça um desafio a ser superado na sua história. Desafios despertam o interesse do público; - Mantenha a coesão da história que criou para sua marca;
- Se posicione de acordo com os valores firmados nesta história;
- Envolva emocionalmente o seu público. Essa é a forma mais efetiva de garantir atenção e gerar um sentimento de identificação pelo o que você está produzindo ou divulgando;
- Defina e trabalhe para conhecer o tipo de consumidor que você deseja alcançar;
Recorra à especialistas que irão ajudá-lo a enxergar e explorar melhor os recursos que você tem disponíveis; - Abuse e use dos diversos canais de comunicação para promover sua marca ou produto;
- Permita que seu público viva, ainda de que de maneira virtual, a sua história;
Mantenha a personificação e os contextos bem delineados;
Uma boa história, ainda que seja pura invenção e não tenha compromisso com a realidade, é baseada na vida real. Aproveite um universo de inspirações!